
A pergunta não é descabida. Índios estão em moda. Como tal, são intocáveis. Um policial ser flechado não escandaliza ninguém. Mas, vá ele descer o cacete em quem o feriu para ver o tamanho da reação pública. Neste clima, a vitória dos índios sobre todos nós é só uma questão de tempo.
O Brasil reconquistado pelos nossos primitivos habitantes será um país diferente.
A agricultura voltará a ser itinerante. Na falta de agrotóxicos, uma praga devastará as colheitas, causando fome generalizada. As queimadas, prática intrínseca à tecnologia indígena, arrasarão as florestas. O que sobrou da Mata Atlântica será consumido em seis meses; a Amazônia não aguentará quatro anos.
Índios não usam sanitários, mas os ambientes naturais. Sob seu domínio, este traço milenar da cultura será resgatado. No Rio de Janeiro, o Aterro do Flamengo se transformará num depósito de fezes humanas. Em São Paulo, o Ibirapuera; no Recife, o Parque da Jaqueira. Em Fortaleza, o Cocó, finalmente, fará jus ao nome.
Andar vestido será um hábito suspeito. Em consequência, o Polo de Confecções do Agreste em pouco tempo fechará suas portas. As grifes hoje presentes em nossos shopping centers – Creuza, Ralph Laurent, Lacoste... – se mudarão para a Somália. Tangas de palha, por outro lado, farão enorme sucesso.
As eleições de outubro serão extintas. A escolha do chefe supremo será determinada pelos raios e trovões que caírem na casa dos candidatos. Na provável ausência de tais intempéries, os últimos tanques de guerra, equipados com arcos e flechas, imporão Dilma Nuvem Tenebrosa como cacique de todos nós.
Só então ficará claro que esses índios são, na verdade, militantes do PT.